A sala inaugurada nesta sexta-feira no Aeroporto do Recife irá funcionar 24 horas
Até 2026 o Brasil terá 20 salas especiais em aeroportos para receber pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. Nesta sexta-feira (4/3) o Aeroporto Internacional do Recife (PE) ganhou um destes espaços.
Os aeroportos de Florianópolis (SC), Vitória (ES), Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) já contam com salas especiais. O espaço que começou a funcionar no Aeroporto do Recife tem luzes menos intensas, projeções nas paredes, sons de água corrente, piscina de bolinhas iluminadas e almofadas revestidas com tecidos especiais.
A sala do Recife funcionará 24 horas na área de embarque norte, em frente ao portão B12. Ela tem um guia sobre o funcionamento do processo de embarque e três poltronas similares às de uma aeronave.
Pacote de medidas
Esses detalhes ajudam a quem chega ao espaço e percebe imediatamente que está entrando em um ambiente acolhedor. O mês de abril é dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, foi elaborado um pacote de medidas para as pessoas neurodivergentes.
Confira o que disse o Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, sobre as salas
“Além das obras estruturantes nos aeroportos, é fundamental termos um olhar atento à melhoria do atendimento aos passageiros, porque tão importante quanto investir em obras é promover a inclusão nos aeroportos. Vamos trabalhar para que mais aeroportos tenham salas como esta que estamos inaugurando no Recife.”
O Ministério de Portos e Aeroportos está lançando a cartilha Inclusão Dentro e Fora do Avião, destinada à conscientização sobre o autismo e demais condições relacionadas. A cartilha faz parte do programa de Acolhimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista.
A cartilha foi escrita por Aline Campos e tem ilustrações de Luana Chinaglia. A publicação será distribuída gratuitamente nos aeroportos nacionais. O texto é baseado na experiência da autora com o filho autista e explica de forma lúdica o funcionamento das salas multissensoriais. O material está disponível para download aqui .
A moradora de Brasília, Leandra Peixoto, falou sobre os desafios de ter um filho de 6 anos com TEA
“As pessoas neurodivergentes têm uma sensibilidade sensorial muito grande. São vários estímulos visuais, cheiros, situações e texturas que vivenciamos em uma simples viagem. Mas, para uma criança ou um adulto neurodivergente, isso pode gerar estresse e desregular suas emoções. Hoje, podemos contar com um espaço onde eles são respeitados. Quero parabenizar o Ministério por essa iniciativa tão carinhosa e respeitosa com a comunidade autista”, ressaltou.
Fonte: Turismo