Seja Bem Vindo - 21/04/2026 06:39

Colômbia sugere bombardeio equatoriano; 27 mortos são localizados

A tensão entre os governos da Colômbia e do Equador voltou a escalar após o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusar o país vizinho por um bombardeio no território colombiano na fronteira. Segundo Petro, 27 corpos foram encontrados carbonizados e uma bomba foi achada perto do local das mortes.

Gustavo Petro, presidente da Colômbia. (Foto: Redes Sociais/Gustavo Petro)

Em uma rede social, o presidente colombiano disse que os mortos são famílias “que decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais”, como café e cacau, e publicou uma foto dos chocolates que eles produzem. Veja abaixo:

“Os bombardeios na fronteira entre Colômbia e Equador não parecem ser nem de grupos armados [ilegais], que não têm aviões, nem das forças públicas da Colômbia. Eu não dei essa ordem. Há 27 corpos carbonizados e a explicação apresentada não é crível”, afirmou Petro nas redes sociais.

O presidente colombiano também afirmou que possui uma gravação sobre o episódio, e defendeu que seja divulgada ao público, gravação que, segundo ele, “se originou no Equador”. Além disso, acrescentou que falou com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sobre o ocorrido.

“Há algo estranho. Eu pedi a Trump que atue e chame o presidente do Equador, porque não queremos entrar em guerra”, completou o chefe de Estado, durante reunião com ministros, em Bogotá, nessa segunda-feira (16). Petro destacou que “a soberania nacional deve ser respeitada”. Equador nega

Equador

O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou nesta terça-feira (17) que tenha realizado operações no país vizinho, através de uma rede social.

“Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu. Não vamos recuar”, disse Noboa, acusando a Colômbia de dar espaço a família de Fito, líder de organização do narcotráfico no Equador.

O Equador tem firmado acordos de cooperação com os Estados Unidos (EUA) sob a justificativa de combate ao narcotráfico, que foi classificado pelo governo equatoriano de “organizações terroristas”, igualando à política do governo Trump sobre o tema.

* Com informações da Agência Brasil.

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