A safra 2026/27 de milho em Mato Grosso está 7,90% mais cara que o atual ciclo. O percentual se refere ao Custo Total (CT) de produção, cuja estimativa de desembolso para um hectare é de R$ 7.256,98 em média. A alta anual reflete o encarecimento dos insumos ao longo da temporada 2025/26, influenciado pelo câmbio, custos logísticos e pelos preços internacionais.
Dados do projeto Custo de Produção Agropecuária (CPA) apontam que o custeio do cereal futuro no estado subiu 9,09%. O produtor deverá gastar em média R$ 3.621,10 por hectare. Já o Custo Operacional Efetivo (COE) avançou 10,33% (R$ 5.302,85 por hectare).
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) ressalta que “a demanda por fertilizantes para a safra 2026/27 tende a se intensificar apenas a partir do meio do ano, período em que o produtor costuma comprar para o próximo ciclo, aproveitando o pós-colheita, quando as relações de troca costumam ser melhores”.
Ainda segundo o levantamento, diante do atual cenário e considerando a produtividade prevista para a safra 2025/26 de 116,41 sacas por hectare em média como base, o produtor mato-grossense precisa negociar a saca de 60 quilos de milho 2026/27 a pelo menos R$ 45,48 para cobrir o Custo Operacional Efetivo. “Esse cenário reforça a atenção do produtor quanto à comercialização em momentos de melhora na relação de troca”, diz o Instituto.
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