O que antes era visto apenas como entulho agora se transformou em uma solução para diversas comunidades e um exemplo de sustentabilidade. Um projeto do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em Cuiabá, está convertendo resíduos da construção civil em espaços públicos revitalizados, e recentemente recebeu reconhecimento a nível nacional.
A iniciativa, liderada pela professora Juzélia Santos, do Departamento de Infraestrutura do IFMT Campus Cuiabá Octayde Jorge da Silva, foi premiada na 13ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social.
Com o nome de “Revitalização comunitária de praças com Materiais Reciclados (RCC) por meio de mutirão”, a ideia vai muito além da teoria; ela impacta diretamente a vida de quem vive nas comunidades. Na prática, transforma restos de obras e demolições em bancos, mesas, floreiras e até pavimentação para lugares públicos.
A tecnologia social começou nas salas de aula, envolvendo alunos dos cursos de Controle de Obras, Construção de Edifícios e Edificações. Mas logo saiu para as ruas, sendo aplicada em comunidades, onde moradores se uniram a mutirões e aprenderam técnicas acessíveis para reaproveitamento de materiais.
Para a professora, o projeto reúne a ação social do instituto, já que as ações envolvem toda a comunidade em busca de promover a sustentabilidade, inclusão e uma melhoria na qualidade de vida.
Transformação visível

Os resultados são palpáveis. Já foram revitalizadas três praças públicas, com estruturas feitas de resíduos reciclados. No total, cerca de 1.200 peças de cimento foram produzidas a partir de materiais que antes seriam descartados.
Além de embelezar os espaços urbanos, o projeto também capacita os moradores, que aprendem a dominar técnicas para produzir itens usados em calçadas, praças e mobiliário urbano.
O processo abrange desde a coleta e tratamento dos resíduos até a fabricação final das peças. E tudo isso é supervisionado por professores e alunos do IFMT, que compartilham conhecimento técnico de maneira prática.
Formação e impacto social
Dentro do instituto, essa iniciativa também fortalece a formação dos alunos. Ela integra ensino, pesquisa e extensão, permitindo que os estudantes participem ativamente na busca de soluções reais para problemas enfrentados pela sociedade.
Com a certificação da Fundação Banco do Brasil, o projeto se torna uma referência em tecnologia social no país. O selo reconhece não só o impacto ambiental e social, mas também o caráter inovador e a viabilidade de replicar a metodologia em outras regiões.
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