O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) suspeita que políticos ligados a esquerda estejam patrocinando invasões na região Contorno Leste e pede para que a Polícia Civil investigue o caso.
“A Polícia Civil deve investigar quem são os financiadores desse procedimento e como isso começou. Esse processo precisa ser entendido em sua totalidade antes de qualquer ação do município”, disse.
A declaração foi feita após uma manifestação em frente à Prefeitura, organizada por moradores da área, que pedem a regularização de seus imóveis, a fim de evitar despejo.
“Você percebe faixas muito bem organizadas, ônibus para transportar as pessoas e tudo mais. Se existe alguém financiando, provavelmente essas mesmas pessoas estarão lá no dia da desocupação. Imagina o quanto tá organizado esse processo para fazer um confronto com a polícia”, colocou.
O liberal lembra que as invasões começaram em 2022, logo após a vitória do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No entanto, apenas das suas suspeitas, ele afirma que não vai agir de forma precipitada nem generalizar o caso.
“As crianças não têm partido político. Eu não vou penalizar de forma generalizada. Tem pessoas que realmente precisam de habitação. E como você não consegue separar o joio do trigo nesse processo, eu acho que está muito cedo para tomar uma decisão”, ponderou.
Temendo despejo, nesta segunda-feira (30), moradores do Contorne Leste realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Alencastro.
Na oportunidade, Abilio pediu para que a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) fizesse uma reanálise da região, uma vez que o levantamento realizado pela pasta apontou que a maioria dos invasores do Contorno Leste são empresários, trabalhadores formais e até servidores públicos.
De acordo com o trabalho, feito em três propriedades invadidas, apenas 172 das 2.594 famílias identificadas foram consideradas efetivamente vulneráveis e elegíveis para programas sociais — o que representa apenas 6% do total.
O gestor municipal ainda expôs a possibilidade de vir a comprar a área, avaliada em R$ 20 milhões, para garantir a moradia dessas pessoas, caso o novo estude mostre números diferentes do que já foi apresentado.
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